#comofas
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domingo, 10 de julho de 2011
homens
o cara não quer compartilhar uma vida com você, mas não suporta a ideia de que você consiga viver sem ele.
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Você não vale nada
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Homens, sempre imunes.

Michel tem namorada. Tessália está solteira. Eles ficam numa festa. Tessália que é a vagabunda. Quem deveria resguardar a honra e a virtude da namorada do Michel é ela Tessália. Ele, nada tem com isso.
Todo o horror é. Quem mais condena a Tessália são elas, as mulheres.
Machismo de saias, ken kurt ?
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domingo, 15 de novembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
Nós. Você se lembra?

Cuidadosamente, ela entrou no banho. Tirou toda a roupa e arriscou um olhar dentro do espelho. Com calma, muita calma, sentou-se n a borda da banheira, abriu a torneira e experimentou a temperatura da água. Queria uma imersão morna, relaxante e perfumada. Afinal, era chegado o dia. Ninguém sabia. Só ela, bem por dentro de seu corpo, imaginava e inventava sua própria tarde. Dentro da banheira, ela era a dona do mundo, a amante mais audaciosa, a rainha dos bacanais, a ninfeta preciosa ou a experiente mulher que tudo ensinava aos menininhos. Qualquer um destes papeis podia ser o seu. Tudo dependia só do dia, de sua vontade.
Ela percorreu seu corpo com as mãos, imaginou cenas, ampliou sensações, mas se guardou. Iria ao encontro dele cheia de vontades. Dengosa como uma gata, brincalhona como uma criança, alegre como um cãozinho quando seu dono chega em casa. Mesmo sem saber, ela se preparava. Queria cada dobra de seu corpo, cada pedaço de pele, cada reentrância, bem úmidos, escorregadios. Corpo e alma lavados e livres.
Intuitivamente, começou a praticar um exercício de sensibilização profunda, começando pelos dedos dos pés, subindo pelas pernas, chegando às coxas, sentindo cada milímetro daquele feixe de nervos que envolvia seu sexo, a macia firmeza de sua bunda, a barriga, os seios fartos, o pescoço, a nuca, as orelhas. Seu rosto, no fim. Em seguida, repetiu todo o percurso com uma esponja macia.
Sorriu para si mesma. Era estranho não estar inventando cenas, como das outras vezes em que se refugiava em seu próprio corpo. Hoje ela era uma só vibração. Estava pronta. Inteira.
Quem diria, ela era, na prática, recatada e tímida. Ninguém imaginava o vulcão que tinha entre as pernas, as loucas personagens nas quais se travestia quando trancada. Era-lhe difícil – como era difícil – desnudar-se, sentir-se inteiramente à vontade na frente de um homem. Mas aquela noite ela estava solar, radiante, sentia a névoa quente do verão tomando conta da cidade, deixando os corpos ainda mais nus, mais soltos e isso era bom.
Quando ela o conheceu, não foi preciso dizer nada. Sentiu. Ele também parecia saber de tudo. Ela estremeceu e se arrepiou toda quando ele beijou levemente seu rosto, sua boca, seu pescoço. Riram, os dois. Sabiam, ambos, que tinha chegado a hora. Então, foram andando em direção a qualquer lugar. Falaram de amenidades até se trancarem entre quatro paredes. Chegando ao hotelzinho, caíram um sobre o outro. Ele meio que a arrastou, meio que a carregou até a cama. Lenta, mas energicamente, eles se amaram. Ele parecia responder a cada suspiro dela, aumentando a pressão sobre seus joelhos, suas mãos, sua boca. E onde quer que a tocasse, ela incendiava. Era só o começo. Não tinham pressa alguma.
Havia uma luz pálida e estranha entrando pelas paredes do quarto e um cheiro, um gosto de sexo no ar. Deitados de costas, com a madrugada a cair, sentiram frio e se cobriram. Nenhum dos dois falou uma só palavra durante muito tempo. Ele só a apertou contra si e colocou suas mãos no meio de suas pernas. Seus lábios tocaram o pescoço dela e a beijaram, agora, suavemente, calidamente. Passeou as mãos por sobre sua cabeça, depois acariciou-lhe as costas, de uma forma tão sensível, tão tênue e delicada como ela nunca havia experimentado.
Nada a tinha atingido até então. Tinha sido virgem até aquela noite. Agora entrara num caminho sem volta, sem possibilidade de retorno. Nada mais poderia ser como antes. Tinha finalmente experimentado aquilo que alguns gostam de chamar de amor. Um sentimento que ela não conseguia classificar e arrumar em nenhum esquema já conhecido em sua mente.
Em algumas horas, havia se transformado por inteiro. Que estranho fenômeno lhe acontecera? Sentiu medo, um medo enorme, como o que sentem as crianças quando acordam de madrugada e vêm estranhas luzes entrando pelas frestas da janela a contornar fantasmas na parede.
Virou para o lado e viu aquele corpo nu – muito magro – abandonado entre suas pernas a ressonar mansamente. Ao mais leve movimento dela, ele respondia quase sem perceber, puxando-a para mais junto de si. Ela o amou tanto por mais aqueles gestos, por mais aquelas carícias tão verdadeiras!
Sim, agora ela sabia. Definitivamente, ele era o seu homem. Haveriam de viver uma grande história de amor. Tudo apenas começava. Já era dia claro, uma radiante manhã de novembro no Rio de Janeiro. E o gosto de café forte que tomaram depois num botequim da Rua da Lapa pode ser até hoje sentido concretamente em sua boca.
Relações de todo mundo
Namorado. Namorada.
Namorado. Namorado.
Namorada. Namorada.
Mãe. Pai.
Pai. Pai.
Mãe. Mãe.
Avô. Avó.
Avô. Avô.
Avó. Avó.
Tio. Tia.
Tia. Tia.
Tio. Tio.
Cachorro. Cadela.
Gato. Gata.
Passarinho. Passarinho.
Peixe. Peixe.
Amigo. Amiga.
Amigo. Amigo.
Amiga. Amiga.
Amigos.
Só amor.
Só o amor faz isso.
Namorado. Namorado.
Namorada. Namorada.
Mãe. Pai.
Pai. Pai.
Mãe. Mãe.
Avô. Avó.
Avô. Avô.
Avó. Avó.
Tio. Tia.
Tia. Tia.
Tio. Tio.
Cachorro. Cadela.
Gato. Gata.
Passarinho. Passarinho.
Peixe. Peixe.
Amigo. Amiga.
Amigo. Amigo.
Amiga. Amiga.
Amigos.
Só amor.
Só o amor faz isso.
Ao som de Miles Davis ("I fall in love so easily")
Por mais que eu saiba como as coisas funcionam, que todo mundo usa todo mundo, que os homens são capazes de te dizer maravilhas com o único objetivo de terem seus propósitos satisfeitos, sempre dói, e dói muito, quando você percebe que projetou expectativas demais numa história para, no final das contas, constatar que foi apenas usada. Que o oportunismo o movia. Que ele via você apenas como uma peça a mais numa engrenagem. E a consideração passa longe mesmo diante de demonstrações, antes reconhecidas, do quanto você se importa com ele. Ninguém exige reciprocidade. Mas falta de consideração, em palavras ásperas e impensadas, é intolerável. Por mais que eu puxe o freio de mão e tente não me empolgar como uma menina de 16 anos a cada paixão, a ilusão é sempre inevitável. O lado racional apanha feio e acaba no chão, impotente, vendo a coisa acontecer e seguir pelo mesmo caminho até as lágrimas que sempre encerram mais um capítulo, e molham mais uma página a ser virada. Não tenho pena de mim mesma. Não me vejo como vítima. Sinto apenas raiva de mim mesma por mais uma derrota da razão e por mais uma vitória da carência. Me pergunto quando vou aprender a não mais me empolgar, e a levar as coisas com cautela para que no fim o tombo seja menor e menos dolorido.
Desculpa qualquer coisa
Desculpa aquele primeiro beijo,
as tardes na praia, as viagens,
aquelas palavras bobas de amor.
Desculpa os orgasmos todos.
Desculpa eu ter sido tão doce,
ter me esforçado tanto por você,
ter te dado tantas noites de prazer.
Desculpa o príncipe querer ser sapo.
Desculpa meus ciúmes tolos,
meu mal humor constante
minha distância, minhas manias.
Desculpa o passar dos anos.
Desculpa as noites sem dormir,
e o escritório onde me escondi,
estes filhos que mal vi crescer.
Desculpa agora eu chorar assim.
Desculpa se ia ser para sempre,
se eu ia morrer aqui ao seu lado,
se você nunca percebeu nada.
Desculpa eu ter quebrado o pacto.
Desculpa a terceira gaveta da esquerda,
os segredos, as mentiras, os gritos,
a roupa suja espalhada no quarto.
Desculpa eu ter feito o que precisava.
Desculpa esta mala, esta passagem,
Desculpa eu não deixar de te amar,
Desculpa se eu sentir saudade.
Desculpa, eu juro que queria poder ficar.
as tardes na praia, as viagens,
aquelas palavras bobas de amor.
Desculpa os orgasmos todos.
Desculpa eu ter sido tão doce,
ter me esforçado tanto por você,
ter te dado tantas noites de prazer.
Desculpa o príncipe querer ser sapo.
Desculpa meus ciúmes tolos,
meu mal humor constante
minha distância, minhas manias.
Desculpa o passar dos anos.
Desculpa as noites sem dormir,
e o escritório onde me escondi,
estes filhos que mal vi crescer.
Desculpa agora eu chorar assim.
Desculpa se ia ser para sempre,
se eu ia morrer aqui ao seu lado,
se você nunca percebeu nada.
Desculpa eu ter quebrado o pacto.
Desculpa a terceira gaveta da esquerda,
os segredos, as mentiras, os gritos,
a roupa suja espalhada no quarto.
Desculpa eu ter feito o que precisava.
Desculpa esta mala, esta passagem,
Desculpa eu não deixar de te amar,
Desculpa se eu sentir saudade.
Desculpa, eu juro que queria poder ficar.
Enganos
Você não vale nada, mas eu gosto de você!
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sábado, 12 de setembro de 2009
Como fiquei 23 anos casada,não sabia como era o lado de fora.
Agora que reparo nos homens penso "feio", "bonito", "casado", "intelectual", "gay". Uma vez li numa revista que quando conhece uma mulher, a primeira coisa que o homem pensa é se a levaria pra cama ou não. Não sei se é verdade porque não sou homem.
Meu ex-marido nunca foi santo, mas é um cara tremendamente bom caráter e coração. Não sabia que os homens mentiam. Porque S. sempre foi sincero. Achava que os homens mentiam qdo traíam, mas não assim, como mentem. O negócio é fingir que acredita. Saí com um cara de inicial M.N. Gosto das iniciais dele porque são as mesmas do médico que a Lorena. Ele mentiu muito. Não que ele seja um cara sem caráter, quem me indicou, rs, foi uma amiga de infância dele. Super minha amiga. Só que o cara começou a falar todos os clichês. Então percebi que todos falam a mesma coisa. Acho que é um código.O homem já nasce com ele.
Na pesquisa que fiz, e parei no meio, com homens de 30 anos me deixou passada, todos amigos um do outro. Conversei separadamente, e todos, sem exceção, me falaram a mesma coisa. Mesmíssima. E no final: "Todos os homens mentem, menos eu".
Com a idade deve piorar. Eu namorei um cara que usou todos os clichês. Só que eu não sabia, S. não usou nenhum, era muito jovem. Meu primeiro namorado também. Ele tinha 17 anos e era tremendamente sincero. Acredito que um homem quando se apaixona continua falando os clichês só que com sentimento. É da natureza deles, os clichês. M.N. falava assim: Adoro ouvir você falar. Mas eu nem tinha começado! Ele se enganou na ordem. Eu fingi que acreditei em tudo, mas declinei porque tinha um compromisso.
Eu não tenho nada contra os homens, adoro. Mas as mulheres nasceram malas, e eles nasceram canalhas. Mulher não quer namorar canalha e canalha não quer namorar mala. Problema sério.
*É claro que existem homens legais,que não são canalhas.
Esses dados não são da minha cabeça, os homens que me contaram. Falei que estava escrevendo um livro, mas na verdade estava curiosa. Um homem quis me namorar (sendo que na verdade é casado)eu fiquei mais pasma ainda. "Você acha que eu ia te falar essas coisas se eu fosse casado?" Ele perguntou. "Acho que sim", fui sincera. Não sabia que havia o golpe há-quanto-tempo-a-gente-não-se-vê. Vou contar como é.
*Usei canalha em itálico porque é um termo muito forte. E, afinal, eles são tão fofos.
Agora que reparo nos homens penso "feio", "bonito", "casado", "intelectual", "gay". Uma vez li numa revista que quando conhece uma mulher, a primeira coisa que o homem pensa é se a levaria pra cama ou não. Não sei se é verdade porque não sou homem.
Meu ex-marido nunca foi santo, mas é um cara tremendamente bom caráter e coração. Não sabia que os homens mentiam. Porque S. sempre foi sincero. Achava que os homens mentiam qdo traíam, mas não assim, como mentem. O negócio é fingir que acredita. Saí com um cara de inicial M.N. Gosto das iniciais dele porque são as mesmas do médico que a Lorena. Ele mentiu muito. Não que ele seja um cara sem caráter, quem me indicou, rs, foi uma amiga de infância dele. Super minha amiga. Só que o cara começou a falar todos os clichês. Então percebi que todos falam a mesma coisa. Acho que é um código.O homem já nasce com ele.
Na pesquisa que fiz, e parei no meio, com homens de 30 anos me deixou passada, todos amigos um do outro. Conversei separadamente, e todos, sem exceção, me falaram a mesma coisa. Mesmíssima. E no final: "Todos os homens mentem, menos eu".
Com a idade deve piorar. Eu namorei um cara que usou todos os clichês. Só que eu não sabia, S. não usou nenhum, era muito jovem. Meu primeiro namorado também. Ele tinha 17 anos e era tremendamente sincero. Acredito que um homem quando se apaixona continua falando os clichês só que com sentimento. É da natureza deles, os clichês. M.N. falava assim: Adoro ouvir você falar. Mas eu nem tinha começado! Ele se enganou na ordem. Eu fingi que acreditei em tudo, mas declinei porque tinha um compromisso.
Eu não tenho nada contra os homens, adoro. Mas as mulheres nasceram malas, e eles nasceram canalhas. Mulher não quer namorar canalha e canalha não quer namorar mala. Problema sério.
*É claro que existem homens legais,que não são canalhas.
Esses dados não são da minha cabeça, os homens que me contaram. Falei que estava escrevendo um livro, mas na verdade estava curiosa. Um homem quis me namorar (sendo que na verdade é casado)eu fiquei mais pasma ainda. "Você acha que eu ia te falar essas coisas se eu fosse casado?" Ele perguntou. "Acho que sim", fui sincera. Não sabia que havia o golpe há-quanto-tempo-a-gente-não-se-vê. Vou contar como é.
*Usei canalha em itálico porque é um termo muito forte. E, afinal, eles são tão fofos.
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