domingo, 6 de setembro de 2009
Nada pessoal
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
I'm sorry but... who are you?

"Mas você se corresponde com gente famosa?" Sim, às vezes. Faz parte do meu trabalho. Algumas famosas, outras nem tanto, algumas muuuuito famosas, outras despontando para o anonimato.
Faz um tempo, entrei em alguns fóruns de um cantor americano muito famoso. Eu adoro a voz dele, adoro as músicas que ele fez. São únicas. E fico absolutamente passada quando me deparo com temas como "O que você faria com Fulano no Dia dos Namorados". Como assim? Pois você ama o homem? Mas você nem CONHECE o homem! E aí tem declarações de amor rasgadérrimas, constrangedoras, às vezes resvalando no mau gosto (e o pobre já deu mostras que O-DEI-A isso).
Ah, sim, bora falar mal de celebridade. Bom, quando eu comecei a trabalhar em jornal, fui um dia entrevistar Paulo Autran, que ia fazer apresentação única de seu shakespeareano "A tempestade" aqui no Rio, no então Metropolitan. Fiz a entrevista e, obviamente, fiquei para apresentação. Depois, fui à festa, cheia de starlets & imprensa & famosos. E aí conheci um ator que, confesso, sempre foi lindo de babar. Conversa daqui, conversa dali, ele me chamou pra sair. Marcamos e, no dia, eu vi que fama e beleza, senhoras e senhores, mata qualquer deslumbramento.
Claro que eu estava deslumbradérrima. Mas logo depois de ele parar em lugar proibido, humilhar o flanelinha, furar a gigantesca fila do restaurante, passar a noite se achando a bala que matou Kennedy (de tédio) e criar encrenca por causa de R$ 0,50 na conta (que ele tentou empurrar como cortesia na base do "Fulano está aí?"), eu vi que não, não é bem assim.
Porque você diz: "Ai, eu amo o Beltrano!". E faz declarações de amor como se o homem fosse aquela pessoa que esteve com você a vida inteira - o que não é, absolutamente, verdade. Conheço atrizes mentirosas compulsivas; grandes cantores que surravam sistematicamente suas mulheres; escritores que humilham publicamente seus filhos. E, mesmo assim, todos são alvo de amor incondicional. Gente histérica chorando e se desmanchando quando o dito aparece "casualmente" para o grupo de fãs à espera dele na porta do teatro.
Não tenho paciência pra tiete. Tem como amar alguém que não sei se é encantador com idosos ou rói as unhas, deixa sua roupa suja pela casa ou limpa as migalhas de pão da mesa? É mesquinho, come do prato dos outros sem pedir e abomina crianças - ou faz parte dos 0,0000726% dos homens inesquecíveis ainda existentes sobre a face da Terra?
Não, não dá.
Post original
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
É PRA RENNER?
Madonna fez história com vídeos clássicos como os "Vogue, Rain, Bedtime Story" ou "Human Nature", só para citar alguns. Não se esperava menos dela, a maior artista Pop de todos tempos. No entanto, desde 2003, Madonna não lança nada que faça jus à sua videografia. Os vídeos lançados desde então são pobres e deixam seus fãs desapontados. Afinal, ela os acostumou mal.
Os vídeos das turnês ainda são sensacionais. Porém, talvez porque videoclipes não mais sirvam para impulsionar vendas de CDs, Madonna tenha desistido de dedicar mais atenção a eles. Mas e o compromisso com sua arte e seus fãs, e sua própria biografia, onde fica? Madonna é mão de vaca e não gosta de investir dinheiro e tempo naquilo que não vai lhe dar retorno. Deve ser por isso que ela se contente em aparecer bela e fina, fazendo carão, num vídeo que nada diz, como é "Celebration" em uma versão remix. Parece um comercial da Renner. Um comercial chato da Renner. Madonna acha que não, que basta ela rebolar que tudo fica Pop. Pode até ficar, mas genial, não é não.Post original
Imagens: Reprodução
Como assim Beeeal ?
Eu poderia prosseguir. Praticamente ao infinito. Sobre as coisas que ela não é.
Mas ela deve ser alguma coisa. Qualquer coisa. Pra aparecer tanto no Ego.
Você ai, ajude uma alma aflita que não consegue mais ter paz no travesseiro.
O que é Nana Gouveia ?
Fantasiada de Despacho
Como uma deusaaa...

Tô tentando me lembrar das minhas histórias com celebridades. Eu não tenho muitas. Não dou muita sorte, quando vou pra cidade grande. Quase não vejo. Acho que a melhor que eu tenho é com o Nasi, do Ira!*. Eles foram dar um show na federal. Uma festa incrível que tinha lá. Chamada Luau. Com montes de bandas etc. E a gente bebia muita e se planejava e fazia poupança pra comprar drogas boas. Tipo LSD e essas coisas mais VIPs. E se preparava demais. Batia as coisas com vodka no liquidificador. E comprava ingredientes pra fazer lança-perfume. Tudo isso pra no final ficar enchendo a lata de cerveja mesmo. Daí que uma parte do tempo a gente gastava fazendo xixi, né? E o Ira! tocou e ia começar o outro show**. E fomos atrás de um banheiro. E acabamos encontrando um embaixo do palco e entramos. E panz. O Nasi tava lá. Era um banheiro masculino. E ele com o pau na mão, mijando. E eu tinha acabado de ver o show dele. E ele tava sozinho e ficou olhando pra gente. E eu não sabia o que fazer. E disse assim pra ele "Eu vejo flores em você". E ele gargalhou na hora. E a gente ficou rindo disso pra sempre.
*Sim. Eu sou do tempo do Ira!.
**Premeditando o Breque, acho.
Eu não sei "falar mal" nesse caso. Tipo não sei dizer se era grande essas coisas.
Eu apanhei de paquita. Juro.

Não sei a pessoa em questão configura celebridade. Talvez nem seja o caso e, na boa, acho isso o melhor payback que poderia existir.
Eu era criança, pouco mais de 10 anos, Xou da Xuxa bombando na televisão. E eu fui, né? Excursão, aquela coisa. O cenário era tosco, todo de gesso, me lembro bem. As paquitas eram grosseiras, e nessa de botar ordem nas crianças, empurravam e beliscavam.
Juliana Baroni, a ruivinha da foto, me empurrou. Eu me desequilibrei e fui em direção a um boneco gigante, que segurava um lápis de gesso. Eu bati o ombro na ponta do lápis de gesso e me machuquei. Por causa da paquita maldita.
Minha história com Xou da Xuxa envolve lágrimas e sangue. \o/
Há coisa de dois anos esbarrei em Juliana Baroni, minha algoz, num desses shoppings sem graça do Rio de Janeiro. Ela almoçava sozinha, despercebida. Tive pena.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Existe alguém mais cafona??
O Rei e eu

(Vejo esse vídeo várias vezes por semana. Foto: para @Mary_W)
Falar mal de artista é a melhor coisa do mundo. Como fulano se acha, como fulana é nojenta e antipática. Adoro. Quando um amigo conhece alguém que eu admiro, prefiro que não me conte nada ruim. Por isso fico feliz em saber que várias pessoas que conheço, que tiveram algum tipo de contato com o Roberto Carlos, dizem que ele é muito legal mesmo. Sendo que uma delas foi babá do Segundinho anos e anos, é Deus no céu e Roberto Carlos na terra.
Agora é babá dos filhos de Helena. Seu cacife é tão alto que na época também recebeu proposta da Xuxa, então podia até escolher. Desistiu da Xuxa de cara, porque foi entrevistada por Marlene Mattos e uma equipe de profissionais. E não se sujeita. Ela é tipo soberba, chilena e realmente espetacular. Ela a-ma o Roberto Carlos. Só coisas boas dele. Porque assinou um contrato, ou por ética adquirida, não fala nada sobre sua intimidade. Acontece que sou uma pessoa que sabe fazer rodeios
:P
E vou envolvendo ela, dizendo que sou louca pelo Roberto Carlos (de fato), e de tanto blalalá, cai no canto da sereia. Sereia no caso = eu :)
A babá fala pelos cotovelos sobre todos os assuntos do planeta, nunca diz nada, e nem de nenhum outro bebê que criou. Tem orgulho de dizer quantos bebês passaram por ela, dezenas. As famílias ricas do Rio de Janeiro. Como adora falar, fico rodeando, e ela vai falando sem querer, mas nada de ruim. Eu sei puxar.
:P
Que o RC é a coisa mais maravilhosa do mundo. Ela adorava a Nice. Almoçava na mesa com os patrões. Uma vez disse uma palavra (agora não lembro o que significava) em chileno, vamos, supor, sandália. Estavam na mesa do jantar. Só que a palavra em português é a mesma que uma parte íntima da mulher. Que começa com b. Não é bunda.
E que ele riu muito, e ficava insistindo: "Como é a história?" e hahahaha.
#morri pelo rei.









